quarta-feira, 29 de junho de 2011

Pintura: Conheça as tintas pelo rótulo

Para fazer uma boa pintura não basta escolher qualquer tinta e aplicar. É preciso identificar o produto mais adequado e garantir um serviço de qualidade. Para aproveitar melhor o que as tintas têm a oferecer, é sempre importante consultar os rótulos das embalagens e verificar informações como o prazo de validade, cuidados ao usar, aplicações, demãos e rendimento.
Basicamente, as tintas estão divididas em três categorias: econômica, standard e premium. A diferença está na composição e na durabilidade. As da linha econômica duram aproximadamente um ano, as da standard chegam a dois ou três anos e as da Premium, podem durar até cinco anos após a aplicação. A durabilidade também depende do tipo de tinta, temperatura, clima do ambiente, tipo e preparo da superfície. Todos esses cuidados estão indicados nos rótulos das tintas e devem ser seguidos rigorosamente conforme os padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e da Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas).
Fomos atrás dos fabricantes para ajudar o trabalhador a entender esses e outros pontos importantes sobre os produtos. Confira, a seguir, um roteiro para encontrar essas instruções nas latas:
 Recomendações dos rótulos para utilização das tintas
Identificação
Na parte da frente do rótulo, você encontrará identificações sobre o tipo da tinta: esmalte, verniz, látex, acrílica etc. Também haverá pequenas informações resumidas sobre a categoria da tinta (econômica, standard, premium), diluição, se é indicada para pintura externa ou interna, secagem e odor. Essa região da lata também pode trazer indicações sobre uma certificação extra do produto, como o selo "qualidade verde", por exemplo.
 Etiqueta
Na parte de baixo do rótulo frontal, você encontrará a etiqueta com o prazo de validade, código de barras, lote e cor da tinta.
Características
Na parte de trás do rótulo, na coluna à esquerda, está a explicação geral sobre as características da tinta, o tipo e um resumo das matérias-primas utilizadas.
Aplicação
Na foto, apontamos a coluna que contém as indicações detalhadas de aplicação, conservação da superfície após a aplicação do produto, recomendações técnicas, segurança e meio ambiente, qualidade e composição química básica.
Há também instruções de transporte e conservação da lata, bem como de todos os cuidados com manuseio e manipulação do produto. Ao final, está o telefone do SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), disponível para esclarecimento de dúvidas e reclamações.
Recomendações
Observe que nas latas menores a sequência das informações é a mesma, porém, na direção horizontal. Em alguns casos, em vez de "recomendações" é usada a expressão "observações gerais" para detalhar o manuseio da tinta e dar dicas de como preservá-la para melhor aplicação.
Instruções
Logo abaixo da explicação sobre as características haverá uma sinalização ilustrada com as ferramentas indicadas para a aplicação do produto (se a tinta rende melhor com pincel, rolo ou trincha), instruções sobre diluição, cores, rendimento, demãos necessárias e secagem.
Superfícies
Ainda na coluna à esquerda da parte de trás da lata, logo abaixo do quadro ilustrado, haverá informações sobre os tipos de superfícies ideais para o produto e a melhor forma de preparação para receber a pintura.

Fonte: Revista Equipe Obra.

Cobertura eficiente


As telhas metálicas termoisolantes, também conhecidas como telhas duplas ou painel sanduíche, são produtos que possuem a capacidade não só de cobertura dos empreendimentos, como também de redução   da passagem de calor e, em alguns casos, reduzir o ruído de impacto de chuvas. As peças são formadas por materiais que dão melhor conforto térmico, como o poliuretano, o poliestireno, as lãs de vidro ou de rocha, e, mais recentemente, as lãs de PET. Esses isolantes são colocados entre duas telhas metálicas feitas, na maioria dos casos, de aço ou alumínio.
O sistema apresenta como característica o peso reduzido, agilidade e facilidade de montagem, além de dispensar a execução de forros ou de lajes adicionais. O desempenho térmico varia de acordo com a chapa metálica usada (aço ou alumínio) e com o tipo e espessura do isolante empregado.

ESPECIFICAÇÕES
As telhas com isolamento em poliuretano e poliestireno normalmente saem da fábrica como um painel composto, pronto e acabado para uso do cliente. Já os sistemas com lãs de rocha ou de vidro são vendidos desmontados.
Em relação ao formato, os produtos com perfis ondulados ou trapezoidais são recomendados para coberturas em forma de arco ou que exigem sobrecargas concentradas. Para coberturas de formato
curvo, aconselha-se usar telha metálica ondulada com lã de vidro.
As telhas metálicas termoacústicas não dispõem de normas específicas que abordem o sistema de cobertura. Mas os principais materiais que compõem as telhas são normatizados, como o poliuretano (NBR 15366). A chapa de aço deve ser especificada de acordo com a espessura indicada, o revestimento da zincagem deve seguir as normas, e assim por diante. Uma recomendação é solicitar certificados de qualidade para o fabricante tanto para o aço como para a pintura e o isolante térmico.
Entre os problemas que o construtor pode ter de enfrentar por conta de uma especificação errada está a perda de resistência do painel, que pode não suportar o vão entre apoios da cobertura e deformar. Quando a galvanização não é adequada, a consequência surge na forma de corrosão. Pinturas malfeitas ou de má qualidade podem apresentar corrosão, manchas, desplacamentos da tinta, descoloração e calcinação violenta e rápida. Outra patologia que pode o correr são as infiltrações de água pelas juntas e pelos parafusos usados para a fixação.
Para evitá-las, recomenda-se que sejam seguidas à risca todas as boas práticas de instalação desse tipo de telhado. O ideal é que os aspectos de isolamento térmico e acústico sejam tratados ainda na fase do projeto, quando é possível especificar produtos adequados às futuras necessidades do edifício, integrando essas
soluções com outros aspectos como área de iluminação natural, ventilação etc.

Também é importante contar com o auxílio de um profissional capacitado na hora da compra do material, prática ainda pouco comum no mercado e que acaba prejudicando o desempenho do sistema. “Fundamentalmente, deve-se ter a orientação de um técnico, engenheiro ou arquite to capa cita do para verificar o nível de isolamento termoacústico necessário para o projeto em questão e buscar entre as diversas opções de mercado o que melhor atenda o especificado”, orienta o professor e coordenador do departamento de engenharia civil do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), Kurt André Pereira Aman.
Além da especificação e compra correta da telha, é importante lembrar que ela é apenas parte de um sistema. Uma vez certificada a qualidade do produto, os fatores que podem ajudar no seu desempenho seriam: um projeto detalhado de sistema construtivo com atenção à técnica do material, mão de obra qualificada e treinada para a instalação e a manutenção periódica após a execução da obra.


Fontes
Construção Mercado 102 (jan/2010) “Qualidade tem preço”.
Guia da Construção 92 (mar/2009) “Como Comprar – telhas Metálicas termoacústicas”.
Téchne 160 (jul/2000) “Como construir –  Cobertura para casas populares com telhas termoisolantes”.

Passo a Passo - Assentamento Cerâmico

Durante uma das visitas feitas ao canteiro da Vertical Engenharia, foi explicada detalhadamente a melhor prática pra assentamento cerâmico, e a importância de se seguir as etapas sem menospreza-lá. Portanto abaixo vai um quadro com algumas dicas.
fontes
Téchne 149 (ago/2009) “linhas populares”.
Téchne 148 (jul/2009) “melhores práticas –  revestimento cerâmico”.
AU – Arquitetura & Urbanismo 182 (mai/2009) “múltiplas facetas”.

Abertura completa

o que se convencionou chamar de porta pronta pelos construtores brasileiros é a compilação de vários componentes e etapas de serviço de instalação de portas em um sistema composto de kits pré-fabricados,
padronizados e compatibilizados com os demais componentes construtivos da obra.
O kit tradicional é composto de marco (batente), folha de porta, alizar ou guarnição, ferragens (dobradiças e fechadura) e acabamento (verniz ou pintura). A “porta pronta” pode ser empregada em obras com
paredes de alvenaria convencional e, principalmente, em obras que utilizam sistema de construção a seco (paredes de chapas de gesso acartonado), em função da compatibilidade com o processo de montagem de
componentes pré-fabricados.
Para atender às variações das paredes em obras convencionais, as indústrias passaram a oferecer soluções já existentes em outros países, como a porta com marco/batente regulável. Além disso, múltiplas opções de acabamento são disponibiliz a da s , de sde  os  pa drõe s   ama de i r  a dos (marfim, mogno etc.) até os laminados melamínicos, entre outras.
COMPATIBILIZAÇÃO DE PROJETOS
Antes de ser fabricado, o kit deve ser concebido e projetado juntamente aos demais itens do edifício. A definição do uso da porta pronta antes de iniciar a construção é importante, também, para que os cuidados na preparação dos vãos sejam tomados desde o princípio, otimizando o uso do produto. Como se trata de um componente pré-fabricado, o contato com o fornecedor deve acontecer desde o planejamento da obra. Após a definição do produto em projeto, é fundamental o acompanhamento da execução dos vãos, prumos e alinhamentos de paredes para evitar os retrabalhos na instalação dos kits.
A NBR 8542 – Desempenho de Porta de Madeira de Edificação deve servir de referência para a compra e utilização das portas prontas. Para facilitar e acelerar o processo de cotação, a comparação entre diferentes
produtos e fornecedores deve levar em conta a segmentação do padrão de obra. Nesse ponto é importante que os construtores qualifiquem seus fornecedores de portas antes da compra, para formar um cadastro de pré-qualificação com os requisitos exigidos pelos projetos e normas da ABNT(Associação Brasileira de Normas Técnicas).


> nBr 8542 – desempenho de Porta de madeira de edificação
> nBr 8037 – Porta de madeira de edificação
> nBr 8052 – Porta de madeira de edificação – dimensões
> nBr 8054 – Porta de madeira de edificação – Verificação do Comportamento da folha Submetida a
manobras Anormais
> nBr 8053 – Porta de madeira de edificação – Verificação de deformações da folha Submetida a
Carregamentos
> nBr 8544 – Porta de madeira de edificação – Verificação do Comportamento da folha sob Ação da
Água e sob Ação do Calor
> nBr 8543 – Porta de madeira de edificação – Verificação das dimensões e formato da folha
> nBr 8051 – Porta de madeira de edificação – Verificação da resistência a impactos da folha



fontes
Construção Mercado 89 (dez/2008) “integração necessária”.
Téchne 109 (abr/2006) “melhores Práticas – instalação de porta pronta”.

STEEL FRAME

Velocidade de execução, precisão dimensional e redução do desperdício são características que justificam a utilização do light steel frame em residências e construções de uso comercial. Trata-se de um sistema autoportante de construção a seco, estruturado em perfis de aço galvanizado e que utiliza parafusos autoperfurantes como elementos de fixação.
Por ser um sistema industrializado, é formado por materiais com medidas específicas. Isso significa que, se o projeto trabalhar as medidas conforme a modulação desses materiais, conseguirá melhor aproveitamento, evitando cortes e emendas que significariam desperdício de dinheiro e de tempo.
Embora seja um sistema construtivo aberto, que permite a utilização de diversos materiais, geralmente o steel frame é oferecido a partir de uma cesta básica que inclui, além dos perfis de aço galvanizado com espessuras nominais normalmente entre 0,80 e 1,25 mm, outros componentes industrializados, como chapas de drywall para fechamento interno e placas cimentícias ou estruturais de OSB (Oriented Strand Board ou chapa de fibra orientada) fixadas diretamente nos perfis estruturais com parafusos como vedação. É a partir da harmonização desses componentes – e de outros, como o recheio mineral para tratamento termoacústico, a
impermeabilização e a tubulação hidráulica flexível – que características como previsibilidade, velocidade de execução e organização do canteiro aparecem.


Fontes
AU – Arquitetura & Urbanismo 185 (ago/2009) “Como Especificar – Steel Frame”.
Téchne 147 (jun/2009) “Sistemas construtivos – Steel Frame”.
Equipe de Obra 17 (mai/2008) “Casa rápida”.

Acabamento personalizado



A fabricação de placas em grandes formatos, uma das principais inovações tecnológicas nos últimos anos na área de acabamento, não inibiu a utilização das pastilhas de revestimento. Seja como detalhes ou revestindo fachadas, pisos, piscinas e paredes inteiras, essas pequenas peças assumiram o status de revestimento sofisticado, permitindo personalizar projetos compondo faixas, mosaicos e dégradés diversos.
Os aprimoramentos se refletem em placas com dimensões múltiplas e diferentes padrões de cor, textura e brilho. Exemplos nesse sentido são as pastilhas de porcelana com acabamentos metalizados e texturizados, bem como as peças com maior resistência a manchas, com maior estabilidade de tons e em formatos que
facilitam a paginação. Outra tendência em consolidação são os materiais produzidos a partir do
aproveitamento de insumos. Já há, por exemplo, opções que incorporam cinzas provenientes da queima da madeira das olarias no esmalte cerâmico, bem como as placas confeccionadas com vidro 100% reciclado e que resultam de processos produtivos com menor geração de resíduos e consumo de água e energia.
ESPECIFICAÇÃO
A especificação de pastilhas de revestimento não pode prescindir da avaliação de quesitos técnicos. Características como taxa de absorção de água – fator decisivo para a incidência de manchas –, e a resistência à abrasão merecem ser considerados.Revestimentos para ambientes externos precisam responder a demandas mais exigentes do que os assentados em áreas internas. Há de se considerar, ainda, que pastilhas cerâmicas, de porcelana e de vidro são produtos diferentes, com desempenhos distintos em razão das matérias-primas. De custo mais baixo, as pastilhas cerâmicas podem apresentar taxa de absorção de água variável em função do seu processo de fabricação. Alguns produtos são classificados como BIIa, o que significa que podem chegar a uma taxa de absorção de até 6%. As pastilhas cerâmicas têm ampla variedade de dimensões e podem apresentar superfície fosca ou vitrificada.
Assim como ocorre com os porcelanatos, as pastilhas de porcelana são placas cerâmicas para revestimento constituídas por argilas, feldspatos e outras matérias-primas inorgânicas. Podem revestir pisos, paredes e fachadas, podendo ser conformados por prensagem, extrusão ou por outros processos. Costumam apresentar taxa de absorção de água inferior a 0,5%. Em função do uso de materiais mais nobres em sua composição, apresentam resistência mecânica superior às pastilhas cerâmicas e expansão por umidade
praticamente nula. Com grande resistência a produtos alcalinos e também aos ácidos, são aplicáveis em ambientes secos e molhados, em superfícies planas ou curvas; apresentam baixo coeficiente de condutividade térmica, podendo ser utilizadas em fachadas e ainda promover um eficiente isolamento térmico.
CUIDADOS DURANTE A EXECUÇÃO
Seja em ambientes internos ou externos, a aplicação de pastilhas requer uma série de cuidados para garantir os desempenhos estético e técnico do produto. A consistência correta da argamassa é responsável por
grande parte do sucesso dessa etapa. Argamassas fora das especificações contidas na embalagem do fabricante podem provocar o deslizamento das placas do mosaico (quando aplicado em paredes) ou o afundamento (quando aplicado em pisos).


> nBr 15463 – Placas Cerâmicas para revestimento – Porcelanato
> nBr 13753 – revestimento de Uso interno ou externo com Placas Cerâmicas e com Utilização de
Argamassa Colante
> nBr 13754 – revestimento de Paredes internas com Placas Cerâmicas e com Utilização de
Argamassa Colante
> nBr 13755 – revestimento de Paredes externas e fachadas com Placas Cerâmicas e com Utilização de
Argamassa Colante



fontes
Arquitetura & Urbanismo 187 (out/2009) “Pitadas de Cor”.
Equipe de Obra 30 (jul/ago/2010) “Aplicação de mosaicos de vidro”.

Passo a Passo - Paredes Industrializadas



fontes
Téchne 135 (jun/2008). “melhores Práticas – Paredes de drywall”.